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quinta-feira, 18 de maio de 2017

Um terreno baldio cheio de lixo transformado em jardim de flores e frutas

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Foto: SXC | Freepik
Um terreno baldio cheio de lixo transformado em jardim de flores e frutas. Essa é a história de mobilização promovida pelas líderes da Paróquia Perpétuo Socorro, em uma rua da comunidade Anjo Gabriel, do município de Imperatriz, no Maranhão.
“Era um lugar muito feio de ver, era insalubre. Então, nós resolvemos colocar plantinhas. Hoje, se tornou essa beleza. Tem flores, borboletas, pássaros, beija-flor. E nesse jardim, não temos só flores, também temos frutas e outras plantas. Mas a nossa ação principal mesmo foi proteger o nosso córrego, que o pessoal costumava jogar lixo dentro dele. Aí nós fizemos uma cerca viva na frente deste córrego, para que as pessoas não jogassem mais lixo. Graças a Deus, parece que está vingando nosso projeto”, conta Lucinete Morais, mais conhecida como Nete, líder e coordenadora paroquial da Pastoral da Criança.
Dra. Zilda
“Temos que pressionar as prefeituras para que elas se mexam, de forma que o nosso povo possa tomar água de boa qualidade e tenha higiene. O povo, por outro lado, precisa se acostumar a não jogar lixo na rua, essa é uma ação que provoca tanta poluição e tantos problemas de saúde depois.”
Papa Francisco
“São inseparáveis a preocupação pela natureza, a justiça para com os pobres, o empenhamento na sociedade e a paz interior".
A história do córrego protegido pelas líderes no bairro Nova Imperatriz, na cidade maranhense, tem tudo a ver com o lema da Campanha da Fraternidade deste ano: “Cultivar e guardar a criação”. No ano passado, com o tema “Casa comum, nossa responsabilidade”, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) já incentivava ações práticas em defesa do meio ambiente e da vida de todos os seres. Que esse compromisso com a natureza se fortaleça a cada dia e que sirva de exemplo para as crianças.

Crianças comprometidas com o meio ambiente

Brincando na terra, subindo em árvores, plantando hortas e fazendo reciclagem do lixo, as crianças aprendem lições importantes sobre como cuidar do meio ambiente e valorizam o que a terra dá. Com conhecimento prático, elas entendem seu papel no planeta e aprendem a respeitá-lo.
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Foto: Acervo da Pastoral da Criança
Quando a criança entra em contato com a natureza, descobre um mundo fantástico e ela faz isso de muitas maneiras. Percebe que a natureza é muito maior do que a casa dela ou o apartamento onde mora. A natureza também aguça a criatividade da criança, uma vez que ela deixa de ficar parada em frente ao computador, ao videogame ou à televisão, e sai para explorar o meio ambiente natural, evitando o sedentarismo.
E para que as crianças se tornem defensoras da criação e cresçam como adultos conscientes neste aspecto, o contato com a natureza desde cedo é essencial.
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Foto: Acervo da Pastoral da Criança
Em Ituiutaba (MG), cada criança acompanhada pela Pastoral da Criança ganhou uma mudinha e ajudou a plantá-la, ao lado de uma placa indicando seu nome. A ideia é que os pequenos possam acompanhar o crescimento dessas plantas, gerando um sentimento de responsabilidade para cuidar do meio ambiente e maior contato com a natureza. Com os pais, foi realizada uma roda de conversa sobre os biomas, inspirada pelo lema da Campanha da Fraternidade 2017: “Cultivar e guardar a criação”.

Estamos fazendo nossa parte para preservar o meio ambiente?

Nós somos responsáveis por proteger o meio ambiente em que vivemos. Mas, infelizmente, isso não está acontecendo em todo lugar. Nós mesmos poluímos o planeta. Ou então deixamos que isso aconteça ao nosso redor, quando não prestamos atenção ou não nos importamos com as escolhas de nossos familiares, amigos e instituições para descartar resíduos, economizar água, reaproveitar materiais, entre outras atitudes. Ainda é tempo de mudar. E é preciso mudar, principalmente se pensamos no presente e no futuro das crianças.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Cuidar do meio ambiente é uma ação diária !!!

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Foto: Felipe Barbosa
O Brasil é o país com maior diversidade do planeta. Juntas, a fauna e a flora brasileira representam 20% de todas as espécies do mundo e fazem com que o país tenha uma grande responsabilidade perante a comunidade internacional.
Contudo, a preservação do meio ambiente ainda deixa a desejar. Segundo dados do Environmental Performance Index (EPI), elaborado pela universidade de Yale e Columbia (Estados Unidos), o Brasil está no 77º lugar entre os países que lidam melhor com o meio ambiente, atrás de nações com realidades bem próximas, como o Chile (29º) e o Egito (50º).
Para conhecermos mais sobre os biomas brasileiros, como proteger a biodiversidade existente em nosso país e quais ações podemos realizar em nossas casas, conversamos com a Ir. Veroni Medeiros, educadora e assistente técnica da Pastoral da Criança. E, também, com Gabriele Sturm, engenheira ambiental e curadora da exposição “Biomas brasileiros e defesa da vida”, apresentada pelo Museu da Vida, localizado junto à sede da Coordenação Nacional da Pastoral da Criança, em Curitiba (PR).
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Irmã Veroni Medeiros

Por que o Museu da Vida está realizando a exposição com o tema “Biomas brasileiros e defesa da vida”?

Ir. Veroni: A ideia é estabelecer sintonia com a caminhada da Igreja no Brasil. Na Carta Encíclica “Laudato Si”, o Papa Francisco desafia a humanidade sobre os cuidados com toda a natureza, a nossa “casa comum”. Em vista dessa reflexão, o Museu da Vida criou a exposição “Biomas brasileiros e defesa da vida”, especialmente para apresentar ações de cuidado e cidadania. E, também, ser uma demonstração de comprometimento com a criação e as gerações futuras.

O que o visitante pode ver nesta exposição?

Ir. Veroni: Na exposição, o visitante pode brincar com as crianças, realizar jogos e mostrar a importância de reciclar o lixo corretamente, cuidar da qualidade da água evitar o desperdício, não jogar o lixo no chão e proteger o meio ambiente de muitos males.
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Gabriele Sturm

Gabriele, de que maneira o meio ambiente está sendo degradado?

Gabriele: Vivemos em uma sociedade onde o consumismo é desenfreado, o que gera diversos impactos, já que é preciso explorar o meio ambiente para retirar a matéria-prima necessária. Dessa forma, vemos acontecer a derrubada de florestas para a retirada da madeira e para a ocupação de área para agricultura ou  pecuária. Vemos a produção de toneladas de resíduos todos os dias, que nem sempre são descartados corretamente ou reaproveitados e reciclados. Vemos as ruas tomadas cada vez mais por carros que poluem o ar que respiramos e contribuem para o aquecimento global.

Quais são as consequências dessa degradação para as pessoas que habitam os diversos biomas e também para o próprio meio ambiente?

Gabriele: Como consequência do impacto causado pelas nossas atividades ao meio ambiente, podemos citar o aquecimento global. O aquecimento global tem como consequência o derretimento das calotas polares e o aumento do nível dos oceanos. Além disso, os países estão sendo castigados por ondas de calor ou frio muito intensos, fortes furacões, desertificação, entre outros. Além disso, também podemos citar como consequência a poluição das águas causada pelo despejo irregular de esgoto ou pelo lixo descartado incorretamente, e também pela utilização de agrotóxicos de maneira descontrolada. Também temos a extinção de algumas espécies devido à caça predatória.

Que ações concretas cada um de nós pode fazer para recuperar e preservar a natureza?

Gabriele: Existem ações muito simples que podemos colocar em prática para reduzir nosso impacto. Começando pela geração de resíduos e seu descarte. Para isso, podemos, por exemplo, utilizar sacolas retornáveis ao invés de sacolas plásticas no mercado, podemos construir uma composteira para transformar nosso resíduo orgânico em adubo. Já em relação à água, devemos fechar a torneira quando estivermos escovando os dentes, reaproveitar a água da chuva para regar o jardim e não tomar banhos demorados. Para evitar a poluição do ar, podemos usar meios de transporte alternativos, como as bicicletas ou o transporte público. E também, preservar as áreas verdes que contribuem para boa qualidade do ar.
Esta entrevista é parte do Programa de Rádio Viva a Vida da Pastoral da Criança. Ouça o programa de 15 minutos na íntegra
Programa de Rádio 1337 - 15/05/2017 - Museu da Vida - Biomas brasileiros e defesa da vida
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quinta-feira, 30 de março de 2017

Cultivo de horta caseira ajuda família a superar momento difícil

cpf meioambiente 2Há alguns meses, a família de Mara Teixeira colhe pimentão, hortelã, tomate cereja, manjericão, mostarda, salsinha, cebolinha, e cada almoço tem sido mais rico e saudável com alimentos vindos do quintal.
Mara, que é líder da Pastoral da Criança na comunidade Nossa Senhora Aparecida, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), assistiu a um programa de televisão e viu uma horta em garrafas pet. Isso serviu de inspiração para que iniciasse uma pesquisa na internet sobre como plantar em sua casa, junto com a experiência de toda vida, com uma infância muito feliz no quintal desta mesma casa - onde tinha abacate, goiaba, banana e ela estendia as roupas pegando uva direto do parreiral. Anos mais tarde, sua sobrinha construiu uma casa no terreno, o que fez com que essa plantação deixasse de existir.
Envolver as crianças e a família toda
Você já teve a experiência de colher uma fruta direto do pé e saboreá-la em seguida? De usar na principal refeição do dia um tempero colhido a poucos metros da sua cozinha? De ver seu filho orgulhoso por colorir o prato com verduras e legumes que ele mesmo semeou, acompanhou o crescimento e recolheu da terra?
Escolher alimentos mais saudáveis para toda a família faz parte da formação de um hábito importante para a saúde. Envolver as crianças nesta escolha desde cedo e incentivar que elas participem do cultivo e do preparo dos alimentos, contribui para o desenvolvimento saudável por toda a vida.

Oportunidades para novos desafios

Em outubro de 2013, Mara saiu da escola onde trabalhava como merendeira e tinha contato com muitas crianças. E também seu cachorro, que cuidava com tanto carinho, morreu. Apesar do sofrimento, Mara passou a ter tempo para se dedicar, por em prática seus conhecimentos com plantas e procurar novas atividades. Passou a ser líder da Pastoral da Criança, envolveu-­se com artesanatos e atividades ligadas à terceira idade, tornando­-se de novo ativa e envolvida com sua comunidade. Vende os artesanatos que produz e expõe nos eventos de Casa Aberta da Pastoral da Criança.
Todos os dias de manhã e à tarde, ela rega suas plantas e gasta para isso cerca de 20 minutos. Relata que água nunca foi um problema. As plantas estão em garrafas pet, vasilhas de plástico e jardineiras. Com a participação da família, vem aprimorando seus conhecimentos sobre separar as mudas para que se desenvolvam melhor. Nos últimos tempos, porém, observaram o aparecimento de pragas na mostarda e estão tentando combatê-­las.
Dra. Zilda
“Agradeço a Deus porque você tem consciência de que as crianças são o futuro do Brasil e do mundo”.
Papa Francisco
"É necessário encontrar modos para que todos possam se beneficiar dos frutos da terra, não só para evitar que aumente o abismo entre quem mais tem e quem deve se contentar com as migalhas, mas sobretudo, por uma exigência de justiça, equidade e de respeito pelo ser humano”.

Reaproveitar para economizar

Para iniciar o plantio, a líder utilizou terra comprada no mercado, mas percebeu que esta terra não era de boa qualidade e era cara. Então, resolveu criar o seu próprio composto orgânico, misturando a terra do seu quintal com folhas secas, cascas e restos de alimentos em um recipiente de isopor com tampa, forrado com plástico.
Mara recebeu mudas de capim limão e tomate cereja de vizinhos e também doou para a escola e para vizinhos seu manjericão, outros produtos e sementes da horta. Fazendo a secagem das sementes, replantou os tomates e pimentões. Hoje, diz que não precisa mais comprar temperos, pois utiliza do próprio cultivo.
Toda a família é muito envolvida com a horta. Ficam entusiasmados quando notam o crescimento das plantas e mal podem esperar para colhê­-las e consumí­-las. Mara demonstra alegria quando se refere a horta: “É como se eu estivesse embalando um neném”.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

"COLOCAR-SE A SERVIÇO"




Bom dia !
15 de julho de 2016
"COLOCAR-SE A SERVIÇO"
"Quem quiser ser o primeiro entre vós seja o servo de todos"(Mt 20,27)
A primazia do amor é a primazia do serviço.
A humildade será rainha no céu se for rainha na terra.
Poderia listar uma infinidade de alusões feitas por Jesus sobre a grandeza de quem se coloca a serviço dos demais.
Na história muitos tornaram-se gigantes da fé e heróis da caridade, lembrados mesmo depois de muitos séculos, como é o caso de Francisco, o pobre de Assis.
Abraços 
Apolonio

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Aproveitamento integral e reaproveitamento de alimentos para mais economia e saúde

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Foto: Arquivo da Pastoral da Criança
Uma batatinha pode ser assada, fazer parte de uma sopa e também virar um purê. As opções são muitas e não devem resumir-se ao primeiro pensamento. O que é comum, entretanto, é ver a casca da batata virar lixo, o que não deveria ser regra. Se bem lavada, é possível transformá-la em um suculento petisco. Se essa não for a opção, ela pode ainda fazer parte do adubo orgânico, que servirá para nutrir hortas caseiras.
Por este motivo, nenhuma fruta, legume ou verdura deve ser visto como apenas uma opção de alimento. Todos eles oferecem várias possibilidades. O feijão que sobrou pode transformar-se em uma sopa. Frutas que estão muito maduras podem virar compotas e geleias. Saber aproveitar todos os nutrientes de um alimento pode significar mais saúde para a família e menos gastos para os responsáveis pela casa.
Dra. Zilda
“Como é bom transmitir amor e alegria a todos, o mesmo amor que Jesus demonstra por cada um de nós”.
Papa Francisco
“Não podemos habituar-nos às situação de degradação e miséria que nos rodeiam. Um cristão deve reagir”.
A Pastoral da Criança busca estimular entre as famílias acompanhadas o olhar para o aproveitamento integral dos alimentos. A ação Alimentação Saudável e Hortas Caseiras, por exemplo, procura colaborar para minimizar o gasto da família com alimentos e incentivar o consumo de legumes, frutas e hortaliças para uma alimentação mais diversificada e nutritiva. 
Em Santo Amaro (SP), voluntários da Paróquia Nossa Senhora do Carmo foram capacitados na ação Hortas Caseiras no mês de maio, e agora podem indicar com mais propriedade técnicas de proveito dos alimentos. “Foi um momento de espiritualidade celebrar o cozimento dos alimentos para melhor aproveitamento de todos os ingredientes”, contou a coordenadora da Pastoral da Criança da Paróquia, Aline Cristina de Almeida Freitas.
A ideia vai ao encontro do que orienta o Ministério da Saúde, através do Guia Alimentar para a População Brasileira, que pretende promover a saúde e a boa alimentação, combatendo a desnutrição e a obesidade no país. 

Nova realidade

Uma história da ação mostra a importância de se tratar sobre o tema. Em 2011, ao visitar uma comunidade de Sítio Alto em Simão Dias, diocese de Estância, Sergipe, Irmã Fausta – na época coordenadora estadual, ouviu uma história que a deixou emocionada. “A coordenadora da comunidade me chamou à parte e perguntou se eu via uma casa bem distante pintada de branco. Respondi que sim”, conta a religiosa. Segundo a Irmã relata, a coordenadora disse que atrás daquela casa tinha um espaço bem grande, cercado e que era chamado de cemitério das crianças, e que “desde que a Pastoral da Criança chegou por lá e começou a atender aquela comunidade, inclusive com as capacitações em Hortas Caseiras e Alimentação Saudável, ali naquele cemitério nunca mais foi enterrada nenhuma criança”.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Alimentação saudável: da “horta-mãe” para as casas das famíliasvvvv

 “horta-mãe” 

Se considerarmos sua história e a geografia, a cidade de Aquidauana (MS) já tem uma forte ligação com a terra: é conhecida como Portal do Pantanal (um dos mais belos e completos ecossistemas do mundo) e ainda abriga diversas aldeias indígenas, que vivem da produção agrícola. É deste lugar que vem um exemplo desta semana, que envolve a relação entre o ser humano e os frutos que a terra dá, quando há respeito, preservação e boas iniciativas.
cpf hortas
Atividades com alimentos plantados pela comunidade, em Aquidauana (MS)
A Campanha da Fraternidade de 2012, que tinha como tema “Fraternidade e saúde pública” e o lema “Que a saúde se difunda sobre a terra”, foi a inspiração de Eliene Santos da Silva de Albuquerque – que atua como líder e capacitadora/multiplicadora daação de Alimentação e Hortas Caseiras da Pastoral da Criança na comunidade Santo Antônio (Paróquia Nossa Senhora Imaculada Conceição – Diocese de Jardim). “Eu me animei. Achei linda essa campanha da fraternidade. Vi que tinha tudo a ver eu passar para a frente aquela capacitação que eu fiz”, conta a líder, se referindo ao preparo que havia recebido no ano anterior, para desenvolver a ação complementar das hortas caseiras.

Inspiração e organização para conquistar apoio

Eliene, Suely Linche (coordenadora diocesana) e Evanir Cunha (coordenadora paroquial) se reuniram com os demais líderes da Pastoral da Criança e fizeram um projeto. Marcaram, então, uma reunião com o prefeito de Aquidauana, para apresentá-lo e solicitar o que era necessário para plantar (sementes, por exemplo).
Dra. Zilda
“Que Deus abençoe a cada um que se dedica a garantir a qualidade de vida para todos”.
Papa Francisco
“Sobre vós, vossas famílias e quantos participam nas obras corporais e espirituais das vossas paróquias, das associações e dos movimentos, invoco alegria e paz no Senhor Jesus Cristo e na carinhosa proteção de Maria, nossa Mãe”.
Com esse material, foi construída uma grande horta nos fundos da paróquia, que logo cresceu e envolveu mais gente em seu cultivo.“Temos a 'hortinha-mãe', onde a gente semeia e produz mudas. Quando estão germinadas, são distribuídas durante a Celebração da Vida. É uma experiência que deu certo, para despertar o interesse! Porque quando a gente distribui só a semente, corre o risco de não ser plantada, como acontecia. E quando já vai a bandeja com a muda, a pessoa vê o comecinho do resultado e fica mais animada para colocar na terra. Então, quando a gente volta lá, por menor que seja, já está plantada” – explica a líder, sobre a estratégia usada para sensibilizar as famílias.
Para Eliene, outro ponto importante é dar o exemplo: “Nós, líderes, temos que começar em nossas casas, para então incentivar as mães. Temos que ter nossos canteirinhos. Quando se aprende a plantar, se pega gosto. É só a gente cultivar com amor”.
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Adubar a terra, nutrir ideias e envolver a comunidade

Nos dias de Celebração da Vida, também são realizadas reuniões socioeducativas, destacando a importância da alimentação saudável, das vitaminas e demais nutrientes para a saúde. “A gente trabalha com eles esse jeito de fazer a diferença, aproveitar tudo aquilo que nós temos, como as frutas do quintal. E cultivando mais hortaliças verdes, como couve, rúcula, salsinha e cebolinha. Além de ser bom, vai ficar mais barato, não vai precisar comprar no mercado. E é natural, não tem agrotóxico. As mães estão gostando e continuando, envolvendo as crianças também, no molhar, no cultivar, colocar a mão na massa. É um compromisso da casa, da família. As crianças têm que ajudar a cuidar da plantinha”, relata Eliene.
Mesmo os municípios que ainda não tiveram contato com a ação complementar de Alimentação e Hortas Caseiras da Pastoral da Criança podem começar a promover transformações, identificando potenciais e incentivando o plantio de verduras, legumes e frutas (seja em um quintal ou em pequenos espaços, como um vaso ou garrafa pet). E, também, demonstrando às famílias os benefícios de escolher alimentos saudáveis para suas refeições.
Que a empolgação de Eliene possa inspirar o plantio de mais hortas caseiras, em outras regiões. Esse é um exemplo de inciativa que mobilizou a comunidade de maneira mais ampla, promovendo mudanças reais no jeito de cuidar da alimentação e dos espaços produtivos em casa.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Pastoral da Criança promove experiências com hortas caseiras

oficina hortas
Oficina de sistematização de experiências de hortas caseiras da Pastoral da Criança, realizada em agosto, na zona oeste do Rio de Janeiro (Pedra de Guaratiba).
Que tal colocar por terra aquela definição comum de horta associada a um canteiro delimitado e organizado? Nos últimos anos, os profissionais da área de nutrição da Pastoral da Criança procuram envolver coordenadores, líderes e famílias na construção de uma ideia mais ampla e acessível.
“Nosso conceito de hortas é de quintais produtivos” - esse foi o consenso a que se chegou na 1ª Oficina de Sistematização de Experiências de Hortas Caseiras na Pastoral da Criança, realizada na cidade do Rio de Janeiro, de 25 a 27 de agosto.  

“O debate é muito rico. Demonstra que a Pastoral da Criança está repensando essa ação e buscando melhorar”, disse o coordenador da oficina, Márcio Mattos de Mendonça, da AS-PTA (Agricultura Familiar e Agroecologia), parceira dessa inciativa.

Diversidade e aprendizado


Os três dias de encontro reuniram representantes de sete estados, incluindo coordenadoras, líderes e capacitadoras da ação de alimentação e hortas caseiras. Marcos José de Abreu – engenheiro agrônomo e presidente do Centro de Estudos e Promoção da Agricultura de Grupo (Cepagro), de Florianópolis (SC) – e Lorena Anahi Fernandes da Paixão – membro da Rede de Intercâmbio de Tecnologias Alternativas, de Belo Horizonte (MG) – também participaram e se comprometeram a atuar em conjunto com a Pastoral da Criança em suas cidades, num esforço interinstitucional.
Comunhão e partilha
“Em todas as culturas, a convivência humana e a comemoração das alegrias ocorrem em torno da mesa e dos alimentos. A alimentação, como função biológica, tem a finalidade de sustentar o corpo. Mas vai muito além disso: é expressão de convívio, instrumento de comunhão fraterna e partilha” (Ir. Vera Lúcia Altoé e Dom Aldo di Cillo Pagotto).
Trecho do texto de apresentação do livro“Alimentação e Hortas Caseiras na Pastoral da Criança”, empregado na capacitação dessa ação.
“Viemos para nos aproximar da Pastoral da Criança, nas temáticas da agricultura urbana e agroecologia. Muita vontade para auxiliar depois, quando voltarmos para as realidades locais”, afirmou Marcos.
De acordo com o que foi discutido na oficina, sistematizar é uma forma de qualificar o trabalho realizado e também compartilhar e socializar experiências. A proposta do encontro era elaborar uma metodologia para registrar os casos já existentes desde o início da ação complementar de hortas caseiras, em 2007, valorizando as conquistas e incentivando o cultivo em mais quintais, beneficiando cada vez mais famílias. Como parte do treinamento, os participantes visitaram algumas famílias na comunidade Nossa Senhora Aparecida, na zona oeste do Rio de Janeiro.

Tornando os quintais produtivos


Aldenora Silva, representante da Coordenação Nacional em João Pessoa (PB) e uma das coordenadoras da ação completar da Pastoral da Criança referente às hortas caseiras, destacou que essa não é uma mera atividade de transmissão de sugestões, mas sim de construção coletiva do conhecimento. “A gente tem que trabalhar 'com' e não 'para'”, reflete. Paula Pizzatto, nutricionista da CNPC, também chamou a atenção para a importância de envolver as crianças nessa iniciativa.
Sobre as expectativas despertadas pela oficina, Helena Mozena Bertoldi, de Rio do Sul (SC), expôs seu objetivo: “Fazer com que nossa palavra se torne ação, para iniciar uma transformação lenta e gerar de fato uma transformação de hábitos na alimentação. Buscar exemplos de ações simples, que possam se multiplicar”.  

terça-feira, 20 de maio de 2014

Passo-a-passo para fazer uma horta em casa


NA TERRA OU NO VASO?

As hortaliças podem ser divididas em dois grupos: as que podem ser plantadas no local definitivo e as que exigem transplante. Hortaliças que precisam ser transplantadas deverão ser semeadas primeiro em uma sementeira para depois serem transplantadas para o canteiro definitivo.
O cultivo também pode ser realizado em locais alternativos. Uma caixa de leite, por exemplo, pode servir como recipiente para o cultivo de uma planta, como couve ou brócolis ou várias cenouras. Podem também ser usadas embalagens como latas, potes e vasos.
Se existir pouco espaço no quintal, coloque o vaso em qualquer lugar onde receba luz. É sempre importante lembrar que as plantinhas só precisam de um pouco de solo adubado, água e luz do sol para crescer e produzir.
Limpe o local, livrando-o de pedras, cascalho, entulhos e de qualquer tipo de lixo. Caso exista a entrada de animais, deve-se cercar a área ou fazer um canteiro suspenso.

Sementeira como fazer horta em casacomo fazer uma horta, plantando em casa
plantando em uma caixa de madeira

Sementeira

Passo-a-passo para fazer uma sementeira

1. Escolha um recipiente de até 10cm de altura, que pode ser uma caixa de madeira, garrafa PET, caixa de leite, caixa de ovos, pneus, copos de iogurte e recipientes não mais utilizados (potes, bacias, panelas velhas, entre outros) .
2. Ao usar uma caixa, preencha as frestas com pedras (isso impede que a terra escape e facilita a saída de água).
3. Peneire o solo que será utilizado na sementeira. Caso não tenha peneira, desmanche os torrões de terra com as mãos.
4. Misture a terra com o adubo natural.
5. Preencha a sementeira com essa mistura. Em seguida, amasse a terra com uma tábua ou algo semelhante, mas sem aplicar muita força.
6. Faça pequenas fendas, utilizando um graveto.
7. Se as sementes forem pequenas, espalhe-as com a mão. As sementes que se parecem com um pó fino, devem ser colocadas em um papel para depois deixar que caiam distribuídas nas linhas.
8. Se as sementes forem um pouco maiores (grãos), faça furos em linha reta com um lápis. Os furos devem ter uma distância de 4 a 5cm um do outro.
9. Após distribuir as sementes nos furos, cubra com uma fina camada da mistura inicial (solo+adubo natural) e molhe o solo com um pouco de água.
10.As sementes precisam de calor, mas não podem ficar expostas ao sol. Para isso, coloque a sementeira na sombra.
11.Uma opção é reproduzir o efeito de uma estufa utilizando dois pedaços de arame, os quais devem ser presos na própria terra, cruzando-os de um lado para o outro. Depois cubra a armação com um plástico e coloque-a em local protegido do sol direto.
12.Regue a sementeira pela manhã e à tarde. Não esqueça de fazer um furo no fundo dos potes para que o excesso de água possa sair.
plantando semente em garrafa petsimiluando efeito estufa em horta caseira

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Transplante

Transplante é a passagem das mudas da sementeira para o canteiro definitivo. Veja abaixo algumas dicas para fazer esse processo.
1. Faça o transplante quando a mudinha estiver com 5 ou 6 folhinhas, o que acontece em cerca de 30 dias. Molhe bem as mudas na sementeira. Escolha as plantas mais viçosas e com uma colher, retire-as com um pouco de terra junto à raiz.
2. Abra as covas no canteiro definitivo, observando o espaçamento para cada planta (Vide Anexo VII).
3. Coloque as mudinhas nas covas, juntando terra e apertando um pouco em volta.
4. Cubra o canteiro com restos de vegetais (capim, grama, palha de arroz) para conservar a umidade, proteger a terra do sol direto e evitar o crescimento de mato. Isto é chamado de cobertura morta.
5. Regue com abundancia as mudas recem transplantadas. Isto ajuda a aproximar a terra das raizes e, com isto, a muda sofre menos com o transplante. É importante que o transplante seja feito num dia nublado ou num final de tarde, para que as mudas não fiquem prejudicadas pelo calor.

Semeadura diretamente no canteiro definitivo

1. Abrem-se covas em fileiras com 10cm de profundidade e espaçamento, variando conforme a espécie de planta.
2. Semeiam-se de duas a três sementes por cova.
3. Cobrem-se as sementes com uma fina camada de terra e rega-se levemente.


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Cuidados com a horta

Irrigação

Não adianta fazer bem uma horta se não fornecermos água suficiente para que as hortaliças possam se desenvolver. Quando o tempo estiver seco, devemos lembrar de irrigar a horta todos os dias. Devemos regar também sempre que as folhas estiverem murchas ou caídas e logo após o plantio. É importante manter a terra sempre úmida e nunca irrigar com sol forte, mas sim no final da tarde ou no início da manhã
Devemos tomar maior cuidado com as plantas da sementeira e as que estão em locais que não recebem água da chuva as quais devem ser irrigadas periodicamente (todo dia).

Raleamento

É a retirada de algumas plantas para que as outras possam crescer melhor. É feita nas hortaliças de semeadura direta nos canteiros.

Estaqueamento e amarração

Algumas hortaliças como tomate, vagem e pimentão precisam de um suporte para que os frutos não fiquem em contato com o chão e acabem se estragando. Isso é feito colocando-se uma estaca ou taquara perto da planta e amarrando de acordo com o seu crescimento.

Amontoa

Consiste em cobrir o bulbo da planta (beterraba, batata, cenoura etc) com terra para que fique completamente enterrado. A parte do bulbo exposta ao sol fica esverdeada e com gosto diferente.

Pragas e Doenças

Por mais que nossas plantas estejam bem nutridas, irrigadas e o canteiro limpo, pode aparecer alguns insetos ou doenças. Por isso alguns cuidados são importantes:
1. Nunca plantar hortaliças da mesma qualidade no mesmo canteiro (principalmente tomate, pimentão e beterraba).
2. Retirar as plantas que estiverem doentes, pois podem transmitir a doença para plantas saudáveis.
3. Cuidar para que formigas, pulgões, vaquinhas, lesmas e insetos em geral não se reproduzam em grande quantidade.

COMO FAZER ADUBO ORGÂNICO?

Podemos ter um adubo natural feito com sobras de casa, como cascas de frutas, restos de verduras ou de algum alimento que não pode ser consumido.

Passo-a-passo:

Materiais: restos da cozinha (casca de ovos, cascas de frutas, borra de café, erva de chimarrão), folhas em geral (grama, restos de culturas, folhas de hortaliças, mato capinado, cinzas) e outros. Enfim, tudo o que for de origem vegetal é sempre adequado. Quanto mais picados estiverem os materiais, melhor. * O esterco animal (galinha, vaca, porco, cavalo, coelho, codorna ou ovelha) pode enriquecer esse adubo.
adubo orgânico
Modo de preparo
1. Fazer um pequeno buraco no chão (por exemplo 50cm de profundidade e 50cm de largura em cada lado), de preferência dentro da horta, em local com sombra;
2. Colocar os restos orgânicos do dia-a-dia, cobrindo cada camada com fina porção de terra ou de palha para evitar o sol direto, ratos, moscas, aranhas, etc. Se tiver esterco é bom misturar um pouco (acelera a fermentação e enriquece o adubo);
3. Jogar água para manter essa mistura umedecida. Não pode ficar encharcada nem seca;
4. Verificar se a mistura está curtida. Para isto, colocar uma vara de metal (cano, ferro de construção) até o fundo do buraco e deixar por 10 minutos. Retirar o metal e observar: se o metal estiver frio, o adubo natural pode ser usado; se o metal estiver quente, é sinal que o adubo não está pronto. Neste caso, deve-se mexer a mistura para arejar e colocar mais água. Aguardar alguns dias e testar a temperatura novamente. Esse processo pode levar de 90 a 120 dias.
5. Mexer, toda semana, para arejar, acelera o processo.

Hortaliças cultivadas em local definitivo

Hortaliças Semeadura Dias para germinar Espaçamento entre fileiras Espaçamento entre plantas Dias para colher
Abóbora cova 5-7 3m 3m 150
Abobrinha cova 5-7 1,5m 1,5m 80
Almeirão folha larga canteiro 7 20cm 5cm 80
Agrião canteiro  5-7 20cm 5cm 60
Beterraba canteiro 8-10 20cm 15cm 90
Cebolinha canteiro 15 20cm 5cm 80
Cenoura canteiro 8-10 20cm 5cm 90
Ervilha cova 8-10 1m 40cm 80
Feijão-vagem cova 8-10 1m 40cm 70
Nabo canteiro 5-7 20cm 10cm 80
Pepino cova 5-7 1m 1m 70
Quiabo cova 12 1m 50cm 100
Rabanete canteiro 3 20cm 5cm 30
Rúcula canteiro 5-7 20cm 5cm 70
Salsa  canteiro 18-22 30cm 5cm 70

Hortaliças cultivadas em sementeira/transplante

Hortaliças Dias para germinar Local do transplante Espaçamento entre fileiras Espaçamento entre plantas Dias para colher
Alface 6 canteiro 30cm 20cm 70
Almeirão 8 canteiro 30cm 20cm 80
Acelga 6 canteiro 30cm 30cm 80
Beringela 10 cova 1m 50cm 100
Couve folha 8 cova 1m 50cm 80
Brócolis 8 cova 1m 50cm 90
Couve-flor 8 cova 1m 50cm 120
Cebola 15 canteiro 40cm 10cm 150
Chicória escarola 8 canteiro 30cm 20cm 80
Couve rábano 8 canteiro 30cm 20cm 70
Jiló 12 cova 1m 1m 110
Mostarda 6 canteiro 30cm 30cm 70
Pimentão 8 cova 1m 50cm 120
Repolho  8  cova 1m  50cm  120
Tomate  8  cova 1m 50cm 120
OBS.: A época do plantio varia conforme a região.

Remédio caseiro para controle de pragas na horta

Solução de água e sabão
• Diluir 50g de sabão em pedra em 1 litro de água quente.
• Após esfriar, diluir a solução em 5 litros de água e pulverizar as plantas.
• Combate: pulgões, cochonilhas e lagartas
Macerado de alho
• Esmagar 4 dentes de alho em 1 litro de água e deixar de molho por 12 dias.
• Diluir 1 litro da solução em 10 litros de água e pulverizar as plantas.
• Combate: pulgões