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quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Aproveitamento integral e reaproveitamento de alimentos para mais economia e saúde

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Foto: Arquivo da Pastoral da Criança
Uma batatinha pode ser assada, fazer parte de uma sopa e também virar um purê. As opções são muitas e não devem resumir-se ao primeiro pensamento. O que é comum, entretanto, é ver a casca da batata virar lixo, o que não deveria ser regra. Se bem lavada, é possível transformá-la em um suculento petisco. Se essa não for a opção, ela pode ainda fazer parte do adubo orgânico, que servirá para nutrir hortas caseiras.
Por este motivo, nenhuma fruta, legume ou verdura deve ser visto como apenas uma opção de alimento. Todos eles oferecem várias possibilidades. O feijão que sobrou pode transformar-se em uma sopa. Frutas que estão muito maduras podem virar compotas e geleias. Saber aproveitar todos os nutrientes de um alimento pode significar mais saúde para a família e menos gastos para os responsáveis pela casa.
Dra. Zilda
“Como é bom transmitir amor e alegria a todos, o mesmo amor que Jesus demonstra por cada um de nós”.
Papa Francisco
“Não podemos habituar-nos às situação de degradação e miséria que nos rodeiam. Um cristão deve reagir”.
A Pastoral da Criança busca estimular entre as famílias acompanhadas o olhar para o aproveitamento integral dos alimentos. A ação Alimentação Saudável e Hortas Caseiras, por exemplo, procura colaborar para minimizar o gasto da família com alimentos e incentivar o consumo de legumes, frutas e hortaliças para uma alimentação mais diversificada e nutritiva. 
Em Santo Amaro (SP), voluntários da Paróquia Nossa Senhora do Carmo foram capacitados na ação Hortas Caseiras no mês de maio, e agora podem indicar com mais propriedade técnicas de proveito dos alimentos. “Foi um momento de espiritualidade celebrar o cozimento dos alimentos para melhor aproveitamento de todos os ingredientes”, contou a coordenadora da Pastoral da Criança da Paróquia, Aline Cristina de Almeida Freitas.
A ideia vai ao encontro do que orienta o Ministério da Saúde, através do Guia Alimentar para a População Brasileira, que pretende promover a saúde e a boa alimentação, combatendo a desnutrição e a obesidade no país. 

Nova realidade

Uma história da ação mostra a importância de se tratar sobre o tema. Em 2011, ao visitar uma comunidade de Sítio Alto em Simão Dias, diocese de Estância, Sergipe, Irmã Fausta – na época coordenadora estadual, ouviu uma história que a deixou emocionada. “A coordenadora da comunidade me chamou à parte e perguntou se eu via uma casa bem distante pintada de branco. Respondi que sim”, conta a religiosa. Segundo a Irmã relata, a coordenadora disse que atrás daquela casa tinha um espaço bem grande, cercado e que era chamado de cemitério das crianças, e que “desde que a Pastoral da Criança chegou por lá e começou a atender aquela comunidade, inclusive com as capacitações em Hortas Caseiras e Alimentação Saudável, ali naquele cemitério nunca mais foi enterrada nenhuma criança”.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Brasileiro consome 60% mais açúcar do que devia. Porque as crianças amam açúcar?

FONTE: Blog Lado Natureba - Clic RBS


Brasileiro consome 60% mais açúcar do que devia

16 de junho de 20160
Foto: Dream79 / Shutterstock.
Foto: Dream79 / Shutterstock.



No Brasil, 16,3% das calorias consumidas por dia vêm do açúcar. O recomendado pela Organização Mundial da Saúde é, no máximo, 10%.
O alerta é do Insituto de Defesa do Consumidor. A entidade alerta ainda que o Brasil é o quarto consumidor mundial de açúcar.
Há quem diga que é o grande mal da alimentação atual. Para adultos e crianças.

Grande coisa?
Vamos lá de novo: o açúcar provoca diversos problemas. Baixa a imunidade e facilita até mesmo os problemas respiratórios. Fora os mais conhecidos: obesidade, pressão alta, diabetes, doenças cardíacas…

Crianças
Assim como os adultos, as crianças têm o efeito do açúcar no cérebro. Por isso, gostam tanto de alimentos açucarados e depois fica difícil comer o resto.
Na presença de açúcar, o cérebro tem sinais nervosos e libera serotonina. É um “boom de prazer”, que causa dependência.

Açúcar “escondido”
Primeira orientação do Idec para colocar ordem na casa: ler rótulos. Isso porque há muito açúcar escondido nos alimentos, como mostra o Especial Açúcar que você não vê:

acucar 1

Em segundo lugar, evite os alimentos com grande quantidade de açúcar:

acucar 2


Substituição
Vá substituindo o açúcar aos poucos. Pode reduzir, cortar do cafezinho… E pode também colocar açúcares melhores no lugar. Em vez do refinado, usar o mascavo ou mel e melado. E ainda substituir por frutas, naturais ou secas.
- Mas, na hora de substituir é preciso ter cuidado com os adoçantes. Não há evidência que essa substituição traga vantagens para a saúde e, assim, o paladar continua habituado ao sabor adocicado. Isso estimula as pessoas, principalmente as crianças, a preferir alimentos com sabor mais doce. – completa a nutricionista Ana Paula Bortoletto.
Leia mais:

sábado, 16 de janeiro de 2016

Suco de couve com cenoura, gengibre, pepino e laranja lima

Suco de laranja - Foto Getty Images
Suco de couve com cenoura, gengibre, pepino e laranja lima
"Rico em vitamina C, beta-caroteno e fibras, esse suco tem tudo para virar o queridinho entre as mulheres", brinca a nutricionista Daniela Jobst. Isso porque ele não só ajuda na prevenção do câncer de colo e de mama como também combate a celulite. Além disso, ele funciona como um importante eliminador de toxinas do organismo.

Faça você mesmo: bata no liquidificador 1 cenoura, 2 dedos de raiz de gengibre, 1 pepino, 1 folha de couve manteiga e suco de 1 laranja lima. Coe e sirva.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Feijão guandu - É um feijão de personalidade bem acentuada e combina com temperos fortes, como coentro, pimenta ardida...

Feijão guandu (cajano cajam) que também é conhecido como feijão andu, é originário da África. É uma planta rústica, muito usada na agricultura no preparo da terra, pois ajuda agregar nitrogênio ao solo. Também é usado na alimentação animal, no entanto, isso não o desmerece, pois não deixa de ser uma fonte de proteína interessante.

É um feijão de personalidade bem acentuada e combina com temperos fortes, como coentro, pimenta ardida...



Esse feijão quando colhido ainda verde pode ter o mesmo emprego da ervilha. E eu trago duas receitas: um arroz feito com o feijão ainda verde, e uma farofa com o feijão já seco.


Arroz com feijão guandu


O que é preciso:

1 xícara de arroz
1 tomate
Meia cenoura picada
2 colheres de cebola picadinha
1 dente de alho socado
1 tablete de caldo de galinha
Meia xícara de feijão guandu previamente cozido
1 colher de óleo

Como fiz:

Como preparar o feijão:
Deixe o feijão de molho por algumas horas e depois dê uma aferventada e descarte a água.  Coloque outra água e leve para cozinhar até o feijão ficar macio. O feijão seco demora mais tempo para ficar macio (eu cozinho na pressão). Depois de cozido escorra a água e reserve. Você pode congelar o feijão para empregá-lo em outra ocasião.


Em uma panela coloque o óleo e frite o alho e a cebola. Junte o arroz, a cenoura, o tomate  e por fim o feijão. Coloque  água o suficiente para cozinhar o arroz, junte o tablete de caldo de galinha. Prove o sal e deixe o arroz refogar normalmente como um arroz comum

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Farofa de feijão guandu



O que é preciso:

1 xícara e meia de feijão já cozido
1 xícara de linguiça fresca tipo calabresa
Meia cebola
1 dente de alho socado
1 pimenta fresca  ou em conserva ( eu usei a malaguetinha)
Meia xícara de coentro picadinho
1 xícara de farinha de mandioca
2 colheres de óleo ou banha de porco

Como fiz:

Frite a linguiça em um  pouco de óleo, junte o alho, a cebola e a pimenta e refogue um pouco. Coloque o feijão que foi previamente cozido e escorrido, junte o coentro e por fim a farinha de  mandioca.

A receita original dessa farofa é feita com o feijão fradinho e é um ótimo acompanhamento para servir com churrasco.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Dicas para reduzir o sal/sódio da alimentação

dicas para pressao alta 2HappyO excesso de sódio, ingrediente presente no sal de cozinha, é um fator que pode levar uma pessoa a desenvolver a pressão alta (hipertensão arterial), problemas renais e problemas de coração (como arritmia e infarto).

Dicas:

 • Faça o seu prato colocando primeiro a salada, incluindo frutas, vegetais e grãos integrais, se possível. O organismo precisa mais de potássio do que de sódio e muitas frutas e legumes são ricos em potássio;
• Evite o macarrão instantâneo de pacotinho, que vem junto com o tempero, pois tem muito sódio. Prefira o macarrão comum;
• Salames, mortadelas, salsichas e presuntos têm muita concentração de sódio. Substitua por queijo branco e frango grelhado nos seus sanduíches;
• Congelados também têm muito sal, que atua como conservante. Prefira comidas feitas na hora;
• Refrigerantes, mesmo sendo doces, contêm altas doses de sódio em sua composição. Substitua por sucos;
• O shoyu tradicional tem muito sódio. As versões light apresentam uma redução de mais ou menos 25% na quantidade de sódio. Outra opção é trocar por suco de limão, ou ainda, fazer um molho com limão, mostarda, cebola e azeite;
• Para temperar a salada, coloque: azeite, limão, vinagre e outros temperos, como ervas, orégano, manjericão, coentro, salsinha e cebolinha. Não coloque o sal, pois estes temperos já vão dar um sabor agradável a sua salada;
• Evite as sopas industrializadas, pois também são itens com muito sódio. Experimente preparar, você mesmo, sopas e caldos em casa, começando por receitas simples;
• Evite enlatados e biscoitos industrializados: todos tem sódio;
• Prefira gorduras e óleos de origem vegetal, como o azeite extra virgem, óleo de canola, girassol ou soja;
• Quando comprar um produto, leia a parte nutricional do rótulo. Procure aqueles com até 300 mg de sódio por porção, ou não mais do que um miligrama de sódio para cada caloria do alimento;
• Se houver possibilidade, substituir os pães brancos por integrais;
• Retire o sal da comida que você faz em casa. Pare de adicionar sal aos seus alimentos, a não ser quando absolutamente necessário. Corte pela metade as quantidades de sal sugeridas por receitas e continue cortando. Se possível, adicione o sal perto do final do processo de preparo ou logo antes de comer. Não adicione sal à água fervente. Desse jeito, apenas um pouco de sal irá satisfazê-lo, visto que há menos tempo para ele penetrar na comida.
• Segundo a Organização Mundial da Saúde, é recomendado o consumo diário de até 5 gramas de sal. Contudo, a maioria dos brasileiros ingere até 12 gramas por dia. Por isso, fique atento!

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Aprenda a fazer chips naturais de legumes


01 de Abril de 2015 • Atualizado às 10h46


Os chips de legumes são ótimas alternativas para substituir os produtos industrializados servidos como aperitivos. Eles podem ser feitos em casa, de um jeito muito simples e prático. O CicloVivo separou cinco sugestões de alimentos que podem ser transformados em chips naturais. As opções são para os mais diversos gostos.
1. Batata-doce
A batata-doce é um ótimo alimento para fornecer energia através de carboidratos complexos, ou seja, que não elevam rapidamente o açúcar do sangue. Ela é indicada para quem pratica atividades físicas e, em pequenas quantidades, a quem está de dieta.

Foto: iStock
2. Mandioquinha
Fonte de fibras, a mandioquinha ajuda a reduzir os níveis de colesterol no sangue. Ela também possui altos níveis de vitaminas C, B, K e E e propriedades anti-inflamatórios e antioxidante.

Foto: iStock
3. Beterraba
A beterraba ajuda a desintoxicar o organismo, estimula a produção de glóbulos vermelhos, é fonte de vitamina e ferro e de fibras, que ajudam na digestão. Além disso, a beterraba possui poucas calorias, o que a torna ideal para quem quer perder peso.

Foto: iStock
4. Abobrinha
A abobrinha é mais um legume que fica extremamente saboroso em forma de chips. Ela é rica em potássio, que ajuda a dar elasticidades às artérias e também a prevenir as câimbras. A abobrinha também é rica em vitaminas A e do complexo B, fósforo, cálcio e magnésio.

Foto: iStock
5. Batata
As batatas produzem os chips mais tradicionais. Por ser tão popular, esta opção tende a agradar muitas pessoas. Além disso, ela também traz benefícios à saúde. A batata é rica em vitamina C e B, zinco e magnésio. Suas propriedades antioxidantes ajudam a combater o envelhecimento e deixam as células mais saudáveis.

Foto: iStock
Como fazer:
O processo é praticamente o mesmo para todos os alimentos. Após higienizá-los, é necessário cortá-los em fatias bem finas. Uma boa opção é usar o ralador, para garantir que as tiras serão bem fininhas. Este cuidado deixará os chips mais crocantes e eles serão assados mais rapidamente.
Deixe o forno pré-aquecido em 180ºC. Forre uma forma com papel manteiga, espalhe as fatias. Em um recipiente separado, misture azeite, sal e pimenta a gosto. Passe a mistura sobre as fatias e leve a forma ao forno por 20 minutos. Depois desse tempo, vire as fatias e leve-as de volta ao forno até que fiquem crocantes. Uma sugestão é utilizar a opção “dourador” no forno.
Redação CicloVivo

segunda-feira, 9 de março de 2015

Celebração da vida e suco natural na comunidade Santa Edwiges

Sábado dia 7 realizamos a celebração da vida na comunidade e graças a uma doação de uma família assistida pela pastoral fizemos aquele suco natural. Com deliciosos maracujás o suco ficou nota dez, as crianças tomaram tudo, saboreando um delicioso lanche com bolo e frutas.
É um trabalho gratificante, mas precisamos de voluntários.


Maracujá
Na polpa há vitaminas do complexo B, C, vitamina A, sais minerais além de um potente vermífugo identificado nas sementes. O poder sedativo do maracujá é real e pode baixar a pressão.
Suco de maracujá
Ingredientes:
- polpa de 1 maracujá
- gotas de limão
- água 
a gosto.

Modo de preparo: bater no liquidificador e servir gelado. Pode ser coado.
Goiaba
A goiaba é rica em potássio, vitamina C, ferro, fósforo e cálcio. É eficaz para o aumento da imunidade, protege do câncer, mantém a pressão arterial controlada, aumenta a produção de sangue, previne o envelhecimento, faz bem para a pele, olhos e ainda melhora a digestão..
 Suco de goiaba
Lave duas goiabas, pique-as e coloque no liquidificador. Bata a mistura até ficar uma consistência cremosa. Adicione água a gosto.O ideal é tomar três vezes na semana.

Na roda de conversa entregamos a receita do suco de maracujá e a sugestão de um suco de goiaba.




As crianças subiram na goiabeira e comeram várias frutas.



futebol dos irmãos maiores


fila para lavar as mãos

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Alimentação saudável: da “horta-mãe” para as casas das famíliasvvvv

 “horta-mãe” 

Se considerarmos sua história e a geografia, a cidade de Aquidauana (MS) já tem uma forte ligação com a terra: é conhecida como Portal do Pantanal (um dos mais belos e completos ecossistemas do mundo) e ainda abriga diversas aldeias indígenas, que vivem da produção agrícola. É deste lugar que vem um exemplo desta semana, que envolve a relação entre o ser humano e os frutos que a terra dá, quando há respeito, preservação e boas iniciativas.
cpf hortas
Atividades com alimentos plantados pela comunidade, em Aquidauana (MS)
A Campanha da Fraternidade de 2012, que tinha como tema “Fraternidade e saúde pública” e o lema “Que a saúde se difunda sobre a terra”, foi a inspiração de Eliene Santos da Silva de Albuquerque – que atua como líder e capacitadora/multiplicadora daação de Alimentação e Hortas Caseiras da Pastoral da Criança na comunidade Santo Antônio (Paróquia Nossa Senhora Imaculada Conceição – Diocese de Jardim). “Eu me animei. Achei linda essa campanha da fraternidade. Vi que tinha tudo a ver eu passar para a frente aquela capacitação que eu fiz”, conta a líder, se referindo ao preparo que havia recebido no ano anterior, para desenvolver a ação complementar das hortas caseiras.

Inspiração e organização para conquistar apoio

Eliene, Suely Linche (coordenadora diocesana) e Evanir Cunha (coordenadora paroquial) se reuniram com os demais líderes da Pastoral da Criança e fizeram um projeto. Marcaram, então, uma reunião com o prefeito de Aquidauana, para apresentá-lo e solicitar o que era necessário para plantar (sementes, por exemplo).
Dra. Zilda
“Que Deus abençoe a cada um que se dedica a garantir a qualidade de vida para todos”.
Papa Francisco
“Sobre vós, vossas famílias e quantos participam nas obras corporais e espirituais das vossas paróquias, das associações e dos movimentos, invoco alegria e paz no Senhor Jesus Cristo e na carinhosa proteção de Maria, nossa Mãe”.
Com esse material, foi construída uma grande horta nos fundos da paróquia, que logo cresceu e envolveu mais gente em seu cultivo.“Temos a 'hortinha-mãe', onde a gente semeia e produz mudas. Quando estão germinadas, são distribuídas durante a Celebração da Vida. É uma experiência que deu certo, para despertar o interesse! Porque quando a gente distribui só a semente, corre o risco de não ser plantada, como acontecia. E quando já vai a bandeja com a muda, a pessoa vê o comecinho do resultado e fica mais animada para colocar na terra. Então, quando a gente volta lá, por menor que seja, já está plantada” – explica a líder, sobre a estratégia usada para sensibilizar as famílias.
Para Eliene, outro ponto importante é dar o exemplo: “Nós, líderes, temos que começar em nossas casas, para então incentivar as mães. Temos que ter nossos canteirinhos. Quando se aprende a plantar, se pega gosto. É só a gente cultivar com amor”.
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Adubar a terra, nutrir ideias e envolver a comunidade

Nos dias de Celebração da Vida, também são realizadas reuniões socioeducativas, destacando a importância da alimentação saudável, das vitaminas e demais nutrientes para a saúde. “A gente trabalha com eles esse jeito de fazer a diferença, aproveitar tudo aquilo que nós temos, como as frutas do quintal. E cultivando mais hortaliças verdes, como couve, rúcula, salsinha e cebolinha. Além de ser bom, vai ficar mais barato, não vai precisar comprar no mercado. E é natural, não tem agrotóxico. As mães estão gostando e continuando, envolvendo as crianças também, no molhar, no cultivar, colocar a mão na massa. É um compromisso da casa, da família. As crianças têm que ajudar a cuidar da plantinha”, relata Eliene.
Mesmo os municípios que ainda não tiveram contato com a ação complementar de Alimentação e Hortas Caseiras da Pastoral da Criança podem começar a promover transformações, identificando potenciais e incentivando o plantio de verduras, legumes e frutas (seja em um quintal ou em pequenos espaços, como um vaso ou garrafa pet). E, também, demonstrando às famílias os benefícios de escolher alimentos saudáveis para suas refeições.
Que a empolgação de Eliene possa inspirar o plantio de mais hortas caseiras, em outras regiões. Esse é um exemplo de inciativa que mobilizou a comunidade de maneira mais ampla, promovendo mudanças reais no jeito de cuidar da alimentação e dos espaços produtivos em casa.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Pastoral da Criança promove experiências com hortas caseiras

oficina hortas
Oficina de sistematização de experiências de hortas caseiras da Pastoral da Criança, realizada em agosto, na zona oeste do Rio de Janeiro (Pedra de Guaratiba).
Que tal colocar por terra aquela definição comum de horta associada a um canteiro delimitado e organizado? Nos últimos anos, os profissionais da área de nutrição da Pastoral da Criança procuram envolver coordenadores, líderes e famílias na construção de uma ideia mais ampla e acessível.
“Nosso conceito de hortas é de quintais produtivos” - esse foi o consenso a que se chegou na 1ª Oficina de Sistematização de Experiências de Hortas Caseiras na Pastoral da Criança, realizada na cidade do Rio de Janeiro, de 25 a 27 de agosto.  

“O debate é muito rico. Demonstra que a Pastoral da Criança está repensando essa ação e buscando melhorar”, disse o coordenador da oficina, Márcio Mattos de Mendonça, da AS-PTA (Agricultura Familiar e Agroecologia), parceira dessa inciativa.

Diversidade e aprendizado


Os três dias de encontro reuniram representantes de sete estados, incluindo coordenadoras, líderes e capacitadoras da ação de alimentação e hortas caseiras. Marcos José de Abreu – engenheiro agrônomo e presidente do Centro de Estudos e Promoção da Agricultura de Grupo (Cepagro), de Florianópolis (SC) – e Lorena Anahi Fernandes da Paixão – membro da Rede de Intercâmbio de Tecnologias Alternativas, de Belo Horizonte (MG) – também participaram e se comprometeram a atuar em conjunto com a Pastoral da Criança em suas cidades, num esforço interinstitucional.
Comunhão e partilha
“Em todas as culturas, a convivência humana e a comemoração das alegrias ocorrem em torno da mesa e dos alimentos. A alimentação, como função biológica, tem a finalidade de sustentar o corpo. Mas vai muito além disso: é expressão de convívio, instrumento de comunhão fraterna e partilha” (Ir. Vera Lúcia Altoé e Dom Aldo di Cillo Pagotto).
Trecho do texto de apresentação do livro“Alimentação e Hortas Caseiras na Pastoral da Criança”, empregado na capacitação dessa ação.
“Viemos para nos aproximar da Pastoral da Criança, nas temáticas da agricultura urbana e agroecologia. Muita vontade para auxiliar depois, quando voltarmos para as realidades locais”, afirmou Marcos.
De acordo com o que foi discutido na oficina, sistematizar é uma forma de qualificar o trabalho realizado e também compartilhar e socializar experiências. A proposta do encontro era elaborar uma metodologia para registrar os casos já existentes desde o início da ação complementar de hortas caseiras, em 2007, valorizando as conquistas e incentivando o cultivo em mais quintais, beneficiando cada vez mais famílias. Como parte do treinamento, os participantes visitaram algumas famílias na comunidade Nossa Senhora Aparecida, na zona oeste do Rio de Janeiro.

Tornando os quintais produtivos


Aldenora Silva, representante da Coordenação Nacional em João Pessoa (PB) e uma das coordenadoras da ação completar da Pastoral da Criança referente às hortas caseiras, destacou que essa não é uma mera atividade de transmissão de sugestões, mas sim de construção coletiva do conhecimento. “A gente tem que trabalhar 'com' e não 'para'”, reflete. Paula Pizzatto, nutricionista da CNPC, também chamou a atenção para a importância de envolver as crianças nessa iniciativa.
Sobre as expectativas despertadas pela oficina, Helena Mozena Bertoldi, de Rio do Sul (SC), expôs seu objetivo: “Fazer com que nossa palavra se torne ação, para iniciar uma transformação lenta e gerar de fato uma transformação de hábitos na alimentação. Buscar exemplos de ações simples, que possam se multiplicar”.  

terça-feira, 8 de julho de 2014

Família planta muda de fisalis, que recebeu na celebração da vida

Partilhamos mudas de fisalis (ou tomate capote) na celebração da vida do mês de maio. O pai plantou a muda, que está crescendo ao lado do vaso sanitário com espadas de são jorge. Veja na foto:

A fisalis é muito rica em nutrientes.



A pérola das frutas

A Physalis – nome científico Physalis angulata – é considerada a pérola das frutas pelos mercados europeu e norte-americano. De sabor único e aparência delicada, a Physalis é produzida em grande escala na Colômbia, que abastece praticamente todo o mercado internacional. Contudo, já podem ser encontrados produtores no sudeste e nordeste do Brasil, que encontraram na fruta uma alternativa muito atraente para o aumento da renda na agricultura familiar.



As frutas são belíssimas. São pequenas e redondas, com coloração que vai do amarelo ao vermelho. Mas o que mais encanta na Physalis é o cálice que naturalmente a envolve: uma fina e delicada cápsula amarela, semelhante ao papel de arroz, lembrando o desenho de uma pequena lanterna. Contém alto teor de vitaminas A, C, fósforo e ferro, além de flavonóides e fitoesteróide.

 A Physalis também possui propriedades medicinais recentemente comprovadas por uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz do Ceará. Os cientistas isolaram uma substância a qual chamaram “physalina”. Esta substância atua no sistema imunológico humano, evitando a rejeição de órgãos transplantados. Além disso, a Physalis é muito utilizadas pelos povos nativos da Amazônia (peruana, colombiana e brasileira) no combate ao reumatismo, mal de parkinson, diabetes e doenças de pele.

Muito apreciada pelos grandes chefs e gourmets, a Physalis é uma fruta altamente versátil e sofisticada na gastronomia, podendo ser utilizada na confecção de sorvetes caldas e molhos. Seu sabor é único, levemente ácido e adocicado. Seu consumo in natura é embalado pelo doce encanto do ritual de abrir o cálice e saborear a fruta, mas também é muito utilizada em doces e sobremesas finas, fondue de chocolate e como tira gosto na degustação de vinhos.

(Fontes de pesquisa – Universidade de Los Andes e Depto. De Planeacion de Colômbia.- Ministério de Agricultura y Desarrollo de Colômbia.- Livro: Plantas Medicinais no Brasil – nativas e exóticas. Autores: Harri Lorenzi e Francisco José de Abreu Matos – Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda.http://www.plantarum.com.br – Internet: http://physalisorg.blogspot.com/ – http://physalisworld.webs.com ) www.ranchoecofruticola.com.br

fonte: http://wp.clicrbs.com.br/betobarreiros/2011/02/22/physalis-a-perola-das-frutas/