segunda-feira, 9 de julho de 2012

Ação da Pastoral da Criança, com apoio de Lifebuoy, reduz busca pelos serviços de saúde em comunidades de baixa renda


   


Ações de conscientização sobre a importância do hábito de lavar as mãos promovidas pela Pastoral da Criança, em parceria com Lifebuoy - marca número um em sabonetes antibacterianos do mundo* -, estão entre os fatores que contribuíram para diminuir em 10,9% a busca pelos serviços de saúde na faixa etária abaixo de 6 anos nas comunidades de baixa renda.

Os indicadores divulgados pelo Sistema de Informação da Pastoral da Criança comparam os resultados das atividades da organização nos anos de 2010 e 2011, nas comunidades beneficiadas pela campanha "lavar as mãos". A diminuição de consultas às crianças em postos de saúde comprova que o acesso à educação e informação sobre a higiene das mãos é um dos grandes aliados contra as doenças.

Desde 2010, a parceria da Lifebuoy com a Pastoral da Criança envolve orientação às líderes voluntárias, visitas às comunidades para jornadas de "lavar as mãos" e promoção de atividades recreativas para mobilizar as crianças e mães pela correta lavagem das mãos. Em 2011, as ações desenvolvidas pela parceria beneficiaram um total de 136.167 famíliasde 176 municípios da região Nordeste; 38 do Sudeste e mais 3 municípios do Sul do país.
Coordenadorada comunidade rural de Santo Antão (Vitória de Santo Antão, em Pernambuco), a líder Lídia Queiroz fala da experiência realizada na reunião com 38 mães e suas crianças, em 26 de outubro de 2011. Em sua carta, ela registra:"Mostramos a importância de lavar as mãos. As mães gostaram muito e disseram que hoje entendem mais como lavar as mãos, entendem a necessidade da limpeza nas mãos e no corpo".
"Desenvolvemos esses projetos no mundo inteiro e, no Brasil, escolhemos trabalhar com a Pastoral da Criança pela seriedade da organização, pela grande abrangência da população impactada por eles e também pela grande sinergia de interesses sociais que possuímos. A Pastoral da Criança visa a promoção da saúde e a qualidade de vida das crianças e suas famílias, assim como a Lifebuoy, afirma Bianca Shen, gerente de marketing de Lifebuoy.
Para este ano, as ações de Lifebuoy com a Pastoral da Criança serão focadas em um novo programa que foi desenvolvido por especialistas em educação infantil sobre hábitos de higiene de Londres, um programa de 21 dias de prática, no qual os pais ajudam a instruir as crianças de forma interativa sobre os bons hábitos de higiene. O projeto inclui a entrega de kits com livros educativos e de pintura, CDs de músicas, jogos, calendário de atividades, posters, folhetos e adesivos e ao longo de 21 dias consecutivos as crianças são ensinadas sobre bons hábitos de higiene.

Campanhas sociais. Lifebuoy vem promovendo aconscientização da população desde sua entrada no Brasil em julho de 2010 com diversas campanhas. A marca lançou, neste ano, a campanha "Contra Dez Doenças, uma proteção avançada" que visa alertar as pessoas sobre como evitar enfermidades por meio do hábito de lavar as mãos com o produto. As dez doenças apontadas são:infecção estomacal, respiratória, gripes, resfriados, diarreia, doenças de pele, espinhas, dor de garganta, infecções no ouvido e erupções na pele.
Esses problemas podem ser evitados com a higienização das mãos frequentemente. Deve-se, no mínimo, lavar as mãos nos cinco momentos em que estamos mais propensos a contrair doenças transmitidas por bactérias: antes do café da manhã, do almoço e do jantar, logo após usar o banheiro e ao chegar em casa.
Outra iniciativa de Lifebuoy foi o lançamento do Dia Mundial de Lavar as Mãos (GlobalHandwashing Day), comemorado globalmente no dia 15 de outubro. O desafio do evento é de mobilizaras pessoas a adotarem esse costume e erradicar doenças causadas pela falta de higiene. Além disso, a data contribuiu para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio que visam reduzir o índice de morte entre crianças menores de cinco anos em dois terços até o ano de 2015. A campanha está disponível em http://www.youtube.com/watch?v=S_TV2NPd1tY
Sobre Lifebuoy. Presente em mais de 40 países, Lifebuoy é marca líder no segmento de sabonetes antibacterianos no mundo*, único do mercado com a tecnologia Active5, que garante 100% melhor proteção contra bactérias que um sabonete comum**. Desde o lançamento de seus primeiros sabonetes, há 118 anos, Lifebuoy tem ajudado a fazer a diferença na saúde e no bem-estar das pessoas por meio de ações de conscientização sobre hábitos frequentes de higiene pessoal. Lançado no Reino Unido (Inglaterra) em 1894 obteve um impacto significativo na saúde pública da Inglaterra vitoriana, que estava sendo devastada por surtos de cólera, sendo relançado no Brasil em Julho de 2010.
Por meio do sabonete Lifebuoy, a Unilever já ajudou a conscientizar mais de 150 milhões de pessoas na África e Ásia sobre como pequenas ações como lavar as mãos com sabonete podem fazer diferença em suas vidas. Essa, entre outras atividades da companhia, foi decisiva para que a Unilever fosse apontada como "Companhia do Ano 2010" no Awardsfor Excellence pela instituição Business in the Community. O prêmio reconhece empresas que mostram inovação, criatividade e compromisso constante com a responsabilidade corporativa.
*Cálculos Unilever baseado em informações AC Nielsen de volume de vendas (janeiro 2011 a janeiro 2012).
**Quando Causados por Germes - Germes testados: E. Coli, K. Pneumoniae,S. Aureus, H1N1, S. Epidermis, S. Flexneri, P. Aeruginosa e S.Pyogenes.


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segunda-feira, 2 de julho de 2012

PROGRAMA DE RÁDIO "VIVA A VIDA"



Buscando orientar constantemente as famílias, a Pastoral da Criança produz um programa de rádio intitulado "Viva a Vida". É semanal, com 15 minutos de duração, transmitido gratuitamente por mais de 2.300 emissoras no país inteiro. Veicula temas como saúde, nutrição, educação, direitos, organização comunitária e outros de interesse desse público. Em atenção às diferenças regionais, o programa é gravado em dois locais distintos: em Curitiba/PR, para o Sul, Sudeste e Centro-Oeste; em Teresina/PI, para o Norte e Nordeste. São gravadas e distribuídos em dois meios, fita K7 e CD. Para cada distribuição são gravados 4 programas semanais.
Também estão sendo dinamizados programas locais, que já somam cerca de 300. Com isso, notícias do cotidiano das comunidades podem ser transmitidas, incentivando ainda mais a participação comunitária na solução de seus próprios problemas.
Mas ainda temos um grande desafio pela frente: aumentar a abrangência e audiência do Viva a Vida entre as líderes, as famílias acompanhadas pela Pastoral da Criança e as comunidades.

Justificativa

Manter um canal permanente de informação e formação de nossas líderes e famílias;
O rádio é um meio de comunicação popular, barato, presente em todas as comunidades e faz parte do dia-a-dia das líderes e famílias acompanhadas pela Pastoral da Criança.
O rádio atinge a todos, independentemente de seu grau de escolarização - isto é, atinge as pessoas que sabem ler e aquelas que não sabem.

Observações

O programa deve ser ao mesmo tempo educativo, informativo e alegre;
Não pode ser muito longo para tornar possível a abertura de espaço gratuito nas emissoras de rádio - o tempo ideal foi definido com 15 minutos semanais;

Objetivos

Evangelizar;
Mobilizar e contribuir para a organização comunitária;
Educar para a Cidadania;
Servir como material de apoio para a capacitação de líderes e famílias;
Divulgar o trabalho da Pastoral da Criança e suas líderes na comunidade;
Disponibilizar um completo e reforço das atividades desenvolvidas pelas líderes comunitárias junto às famílias.

VIVA A VIDA e REDE DE COMUNICADORES

A equipe de rádio da Rede de Comunicadores é responsável por capacitar equipes comunitárias que trabalham nos programas Viva a Vida. Muitas vezes, são os próprios líderes comunitários da Pastoral da Criança que preparam e são os locutores desses programas. Os comunicadores da área de rádio orientam sobre como preparar roteiros, fazer entrevistas, utilizar recursos sonoros, falar no rádio e outras técnicas.
Nos programa locais, as equipes de rádio comunitárias utilizam o programa produzido pela equipe da Coordenação Nacional como subsídio. Com isso, notícias do cotidiano das comunidades podem ser transmitidas, incentivando ainda mais a participação comunitária na solução de seus próprios problemas.

Metodologia

A equipe técnica da Pastoral da Criança, um ou mais representantes do setor de Comunicação e demais interessados se reúnem 1 ou 2 vezes por ano para definir os temas que serão tratados nos Programas Viva a Vida no ano. Os temas são escolhidos de acordo com datas comemorativas, doenças sazonais, campanhas, semanas de saúde, educação, nutrição e cidadania e vários outros eventos relacionados aos diferentes períodos do ano. Geralmente, a reunião acontece nos meses de março/abril, para que os temas do próximo ano e as datas de entrega dos argumentos sejam definidos. Técnicos e outros profissionais assumem os argumentos de acordo com a sua área específica.
Os argumentos são encaminhados para a equipe de produção do Viva a Vida, que produz os roteiros do programa. Esses roteiros são levados para apreciação de membros da coordenação nacional. O próximo passo é a gravação do programa Viva a Vida, em Curitiba. Simultaneamente, acontece a gravação do mesmo programa, com adaptações regionais, no Piauí
Os programas chegam nas rádios através das coordenações da Pastoral da Criança das dioceses, paróquias ou são encaminhados diretamente para as rádios, para que esses veículos transmitam o programa Viva a Vida. Para aumentar o número de rádios que transmitem o programa, divulgá-lo na comunidade e incentivar a produção desse programas localmente, a equipe de Rádio da Rede de Comunicadores Solidários à Criança trabalha capacitando equipes em todo o Brasil.

 ESCUTE CLICANDO:
https://www.pastoraldacrianca.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1282:programas-viva-a-vida-sul-2012&catid=66:programa-viva-a-vida-sul&Itemid=114

Pastoral da Criança - Coordenação Nacional
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sábado, 30 de junho de 2012

CONHEÇA OS BENEFÍCIOS DA BANANA E DA LINHAÇA PARA MANTER A SAÚDE EM DIA


CONHEÇA OS BENEFÍCIOS DA BANANA E DA LINHAÇA PARA MANTER A SAÚDE EM DIA

Muito se fala sobre a necessidade de ter uma alimentação saudável e balanceada para manter a saúde em dia e o corpo ideal. E no meio da farta oferta de frutas, legumes, grãos e hortaliças no mercado, dois alimentos se destacam pela quantidade de benefícios que trazem para o dia a dia, quando consumidos regularmente: banana e linhaça.
— A banana é rica em vitaminas e potássio. Então, para quem faz exercício fisico, ela é uma ótima aliada, pois aumenta a energia e evita câimbras. Existem também estudos que afirmam que nela há características para auxiliar nos tratamentos de hipertensão e depressão — explica Andréa Uzêda, nutricionista da Clínica Dicorp.
Já a linhaça tem várias propriedades benéficas à saúde, comenta a nutricionista:
— Ela é rica em proteínas, fibras, vitaminas, minerais, ômega 3 e ômega 6, que auxiliam na prevenção de doenças cardiovasculares, reduzindo o LDL, chamado de colesterol ruim. A linhaça ainda ajuda no emagrecimento, pois aumenta a saciedade. Além disso, tem uma substância chamada lignana, que atua na prevenção do câncer de mama e dimnui sintomas da menopausa.
Unidas, então, a banana e a linhaça são ainda mais poderosas, segundo Andréa.
— Como a fruta tem muita fibra, consumida com a linhaça diminui a glicose e o colesterol, e melhora o funcionamento intestinal. Você pode adicioná-la na vitamina, por exemplo — indica.
Mas não adianta sair por aí ingerindo pencas de bananas e quilos de linhaça todos os dias. Deve-se evitar o alto consumo devido ao conteúdo calórico de ambos os alimentos.
— Em excesso, eles podem diminuir a absorção de nutrientes pelo corpo. A porção recomendada é de uma banana diária e até duas colheres de chá de linhaça por dia. Diabéticos devem tomar cuidado com a banana, pois ela tem a frutose como seu açúcar natural — recomenda Andréa.
RECEITINHAS:
Vitamina de banana com linhaça
Ingredientes: 200 ml de leite desnatado, ½ banana nanica, 1 ameixa seca sem caroço, 2 colheres de sopa de sementes de linhaça.
Modo de preparo: Coloque todos os ingredientes no liquidificador e bata bem, até que as sementes de linhaça trituradas. Não adoce.
Bolo de banana com linhaça
Ingredientes: 3 bananas grandes picadas, 1 xícara de chá de óleo, 4 ovos inteiros, 2 xícaras de chá de açúcar, 100g de linhaça, 2 xícaras de chá de farinha de trigo, 1 colher de $de fermento.
Modo de preparo: Bata bem no liqüidificador os 5 primeiros ingredientes. Junte a farinha aos poucos e depois bata. Coloque o fermento e termine de bater. Transfira a massa para uma forma grande untada e enfarinhada e leve ao forno médio pré-aquecido (aproximadamente 210º graus).

Data Edição: 11/05/2011
Fonte: http://extra.globo.com/noticias/saude-e-ciencia/conheca-os-beneficios-da-banana-da-linhaca-para-mant

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Receitas com amendoim para as Festas JUNINAS





O amendoim é rico em nutrientes bons para o coração. É a semente que mais fornece proteína. Contém gorduras monoinsaturadas, que reduzem o colesterol e previnem doenças cardíacas. O amendoim é rico em vitamina E, que combate o envelhecimento e deixa os cabelos brilhantes. Devido ao baixo teor de açúcar, ajuda a prevenir o diabetes do adulto.

Pé de Moleque

Ingredientes
1 Kg de amendoim cru com casca
2 copos de açúcar
1 colher (café) de bicarbonato

Modo de preparo
Leve uma panela ao fogo com o amendoim e o açúcar e mexa sempre com uma colher. Quando estiver caramelado, apague o fogo, acrescente o bicarbonato, mexendo bem. Em seguida, espalhe a mistura em uma superfície untada. Deixe esfriar e quebre os pedaços.


Paçoca

Ingredientes
½ Kg de amendoim torrado sem casca e sem pele
2 xícaras (chá) de açúcar
1 xícara (chá) de farinha de milho
1 colher (café) de sal

Modo de preparo

Misture todos os ingredientes em uma tigela. Vá triturando no liquidificador aos poucos até que a massa vire um pó bem fino. Coloque em forminhas para moldar pressionando bastante para que a paçoca fique compacta. Espere algumas horas e tire da forma.

Fonte: Jornal da Pastoral da Criança nº163 – junho 2010

segunda-feira, 25 de junho de 2012

SUCO DE COUVE COM LIMÃO

 

“Daí – lhe vós mesmos de comer. Matheus 14, 16”.

 

Suco de couve com limão

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A couve é um vegetal muito rico em cálcio, ferro, fósforo, que são minerais muito importantes para os ossos, dente e sangue. 
As suas folhas possuem vitaminas A, B e C, que auxiliam na boa visão, ajudam na saúde  da pele, no tratamento de doenças digestivas e controlam o sistema nervoso.
Os seus efeitos benéficos ficam mais evidentes se a couve for consumida crua. Uma forma bem saborosa de consumir este alimento tão nutritivo é através do suco de couve. Sua composição refresca e produz efeitos benéficos e surpreendentes. Experimente! 

Ingredientes
  • 5    folhas de couve
  • 2     limões
  • 1     litro de água
  •        Açúcar a gosto
Modo de Preparo:
  1.        Bata a couve no liquidificador com a água;
  2.        Coe o suco em uma jarra e acrescente o suco do limão espremido;
  3.        Adoce e sirva.
Importante: Tomar o suco assim que ficar pronto, para não perder as suas propriedades nutritivas.

 
Pode se acrescentar ou substituir o limão por caju, maracujá, abacaxi ou sua casca, laranja etc...

terça-feira, 19 de junho de 2012

Assessoria da Pastoral da Criança presente na Rio+20






Delegações de mais de 190 países estão participando na cidade do Rio de Janeiro (13 a 22 de junho) da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20). Representante da Pastoral da Criança na CISI (Comissão Intersetorial de Saúde Indígena do Conselho Nacional de Saúde), a assessora Vânia Ferreira Leite participa da 80ª reunião da comissão que acontece na Cúpula dos Povos, nos dias 19 e 20.


sexta-feira, 15 de junho de 2012

“Você só não come o que não tem”

  
Criadora da multimistura recomenda o consumo de inços e condena produtos industrializados.
Filha de imigrantes japoneses, Clara Terko Takaki Brandão formou-se em medicina pela USP em 1969. Seis anos após, criou a multimistura e o programa alimentar contra a desnutrição, adotados pela Pastoral da Criança e hoje presentes em todo o Brasil e mais 15 países da América Latina, África e Ásia. A convite do Sindicato dos Traba-
lhadores Rurais de Caxias do Sul e Regional Serra, ela está na região para eventos com merendeiras e agricultoras da 3ª Légua (dia 22), com trabalhadoras rurais de Caxias (23, às 13h30, em Fazenda Souza), em Garibaldi (24) e no Centro Diocesano, em Caxias (25, às 9 horas). Na semana passada, ela atendeu, por telefone, de Brasília, aonde mora, ao editor-chefe Ibanor Sartor. A seguir, os principais trechos da entrevista.

Correio Riograndense - O que é mais importante saber e seguir para uma boa alimentação?
Clara Brandão - As pessoas devem entender que não existe uma comida para rico e outra para pobre. O seu corpo não sabe o quanto você ganha. Seria bom poder decidir: neste ano precisamos trocar o telhado da casa e, por isso, não vamos comer. Mas não existe essa possibilidade. O que o seu corpo necessita independe do que você pode comprar. Agora, é importante que você saiba que tem alimentos muito ricos e que são disponíveis. Porque comer melhor não significa comer caro. Usar arroz e trigo integrais, cevadinha, não é caro. Há “n” opções.

CR - A multimistura tem quase 40 anos e ainda é uma opção barata que salva vidas. Qual a grande vantagem em utilizá-la?
Clara Brandão - A multimistura é um concentrado de minerais e vitaminas. O metabolismo dos hidratos de carbono, das gorduras e das proteínas só acontece na presença de minerais e vitaminas. Quando você tem deficiência, precisa usar uma quantidade maior de alimentos para conseguir a mesma quantidade desses minerais e vitaminas essenciais. Com a monocultura, você reduz dramaticamente a quantidade de minerais do solo. Então, a grande vantagem de você usar o farelo, a folha da mandioca, as sementes - em particular o gergelim - é que você concentra os nutrientes que faltam. O resultado é muito positivo e rápido em função disso.

CR - A senhora tem como dimensionar os benefícios já produzidos?
Clara Brandão - O maior benefício visível e palpável foi na década de 70, quando começamos o trabalho (1975), e nas décadas de 80 e 90, quando a desnutrição era muito grave no país. Você tinha um círculo vicioso da fome, com anemia, infecção e desnutrição. Isso era contínuo. O que a Pastoral da Criança fez? Como a diarreia é uma doença que baixa imunidade, ela começou a reagir com o soro caseiro, que previne a desidratação. O que previne a diarreia é melhorar a imunidade, o que pode ser obtido com um alimento simples, ao qual todo mundo tem acesso. Isso é bem viável, sustentável inclusive. A multimistura está no Brasil inteiro e em outros 15 países em função da rapidez dos resultados e da sustentabilidade, porque você não precisa comprar, você precisa aprender a fazer e passar a usar. Um programa que uma única pessoa começou a divulgar na década de 70 já beneficiou milhares de crianças e adultos.

CR - O que essa alimentação pode mudar na vida da pessoa?
Clara Brandão - Hoje falamos em nutrigenômica, nutrigenética, epigenética... Eu não posso mudar aquilo que você recebeu no momento da fecundação, o patrimônio genético. O que se pode mudar é a expressão genética, como ela se manifesta. Principalmente através da alimentação, uso de agrotóxicos, de drogas, metais pesados, pela alteração no meio ambiente... Entre as crianças desnutridas que atendemos desde os anos 1970, nunca tivemos um óbito sequer. Mais importante do que isso: elas aprenderam a ler, escrever..., várias terminaram o terceiro grau. Temos professor universitário com mestrado que foi uma criança desnutrida. Isso é inédito no mundo.

CR - Há 40 anos os níveis de desnutrição eram bastante elevados. Hoje, como estão?
Clara Brandão - Reduziram muitíssimo, devido a benefícios como a melhora da rede de saúde, programas de suplementação alimentar e essas rendas todas oferecidas - renda família, bolsa isso, bolsa aquilo. O acesso ao alimento melhorou incrivelmente. Mas em muitos locais, pelo interior, continua sério o problema. Não só da desnutrição, mas principalmente da infecção. E não é só em criança. Por exemplo: uma mulher que tem níveis normais de vitamina A, ferro, cálcio e zinco, ela não tem os sintomas típicos da gravidez, o trabalho de parto acelera, você reduz dramaticamente a hemorragia pós parto, que é a segunda causa de morte da mulher grávida no Brasil. Não nasce criança denutrida, a mulher não tem fissura de seio, a mãe tem muito leite... em função de uma alimentação correta, fundamentalmente com minerais e vitaminas, essenciais para que esses processos ocorram.

CR - A memória alimentar é determinante nesse caso?
Clara Brandão - Eu começo a fazer a memória alimentar com a criança. Aos seis meses ela não tem desenvolvido ainda o paladar e o olfato. Por que então se dá um biscoito e não se dá uma folha de radicci ao filho de seis meses? Se você começar a ensinar desde o início essas coisas, ele vai aprender a comer.

CR - Como ensinar?
Clara Brandão - Nós utilizamos dois programas. Um se chama “criança para criança”, porque em toda a cultura a criança maior cuida da menor, e outro de idosos. Se perguntarmos a uma pessoa de 80 anos o que ela comia de manhã quando era criança, ela vai responder: uma polentinha que a minha mãe deixava feita à noite e de manhã era assada. Hoje não se come isso. Mas se o vovô e a vovó fizerem, o neto come.

CR - As pessoas têm consciência dos males que os “fast food” causam?
Clara Brandão - Têm consciência, mas não tomam atitude porque é muito mais fácil. Não se dão conta do que custa uma doença. Uma cesária demora mais e tem mais risco de infecção no hospital. Por que não pode ser parto normal? Hoje o mais importante não é o dinheiro. É qual informação você tem e como você faz uso dela.

CR - Pode dar um exemplo prático?
Clara Brandão - Se você vai fazer o aniversário do seu filho, não precisa contratar ninguém. Chama seis, sete crianças e diz: vamos fazer a festa. Aí você coloca no docinho a massa da banana, você faz os sucos naturais... Não é para mostrar para todo o mundo que você tem condições.

Ora-pro-nobis


CR - Como aderir ao programa?
Clara Brandão - A pessoa pode comprar ou produzir a multimistura. Ela vai usar 70% de farelo, de preferencia o de arroz - além de ser mais rico, não provoca alergia, não tem glúten -; 15% de folha de mandioca - que é uma fonte riquíssima de nutriente, em especial vitamina A, ferro, zinco e complexo B, e tem também selênio. Completam a receita 15% de semente, de preferência o gergelim, pela quantidade de cálcio - o gergelim tem 10 vezes mais cálcio que o leite.

CR - Qual seria o similar mais próximo do gergelim?
Clara Brandão - Semente de abóbora, folhas verdes escuras e cereais integrais. No Rio Grande do Sul vocês têm tudo isso. O gergelim dá bem ali e vocês têm outras sementes, como a pecam (noz), por exemplo. Têm ainda muita semente de abóbora, boa fonte de cálcio e de proteína, que quase não é usada. Por outro lado, vocês já têm hábito de comer verduras, como o radicci - só que colocam torresmo.

CR - Preocupa o desperdício de alimentos num país com milhões de subnutridos?
Clara Brandão - Olha, as subnutridas nem me preocupam muito. O que me preocupa mais é a escalada da violência, da falta de atenção, da agressividade, do uso de drogas... O Brasil é um dos campeões em cesária, no uso de medicamento para reduzir hipertensão, insônia e colesterol alto... quando você pode, através da alimentação, suprir a maior parte desses problemas. Quanta gente tem o intestino preso, mau humor... vem sempre com um rosário de desgraças, vê tudo em branco e preto. Às vezes você tira o trigo ou o leite, ou os dois, a pessoa muda de vida, começa a enxergar tudo cor de rosa.

CR - A senhora recomenda o consumo de inços. Pode explicar?
Clara Brandão - São riquíssimos em nutrientes. Se você plantar um canteiro de alface, daqui a um mês todas terão o mesmo tamanho. Mas se cair uma geada ou se der uma enchente, não sobra um pé. Agora, se você for ver a serralha, a língua-de-vaca, a beldroega, a marianica ... O que acontece? Brota tudo de novo. Por que? Elas são diferentes, elas são melhores, nutricionalmente superiores. Vocês precisam aprender a usar todos esses inços. O seu intestino começa a funcionar melhor, você dorme melhor, começa a desintoxicar... A natureza é tão sábia que tem vários nutrientes - e eles estão todos na multimistura - que ajudam não a retirar os metais pesados que você já incorporou no seu corpo (chumbo, mercúrio, níquel...), mas a reduzir o volume de metais pesados que você vai ingerir se fizer a mistura correta.

CR - Como escolher os inços?
Clara Brandão - É fácil. As pessoas idosas da comunidade, os índios, os quilombolas, conhecem todos. É conversar com eles e aprender quais são as preparações e acrescentar na sopa, no feijão... Então, ao invés de comer uma salada de alface e tomate, você vai botar hortelã, cebolinha, salsa, vinagre. Vocês usam aí um vinagre de vinho maravilhoso, porque tudo que é fermentado aumenta o complexo B, fundamental na nutrição do sistema nervoso todo.
CR - Por que as feiras do agricultor estão encolhendo ou sendo desativadas?
Clara Brandão - Porque não damos o devido valor. Você tem de levar seu filho para criar uma cultura. Ele tem que ir ao campo, ver como planta, sentir o sofrimento do pequeno produtor para entender. Hoje a criança não sabe nem o que é uma ‘penosa’. No Japão, os adultos levam os netos para conhecer como é a vida na roça. Por outro lado, se houver uma criança apenas na propriedade rural ou na comunidade, um professor se deslocará até ela para dar aulas. É para manter as pessoas no campo produzindo alimentos com qualidade. Nós não temos essa noção.

CR - E como se adquire isso?
Clara Brandão - Levando este tema à escola, resgatando junto à Emater e a ONGs receitas e festas. Temos que trazer de volta, por exemplo, a festa do tremoço, aquele feijão amarelo, vendido em conserva, para recuperar essa cultura.

CR - Está ocorrendo o inverso?
Clara Brandão - Estão sendo promovidas só festas que incentivam bebida alcoólica. É preciso introduzir tudo o que as colônias faziam antigamente. O chucrute, por exemplo, está perdido. E o chucrute, além de ser feito com uma planta muito importante anticâncer, como é fermentado ele aumenta o complexo B e reduz a prevalência, entre outras, da doença de hansen, a lepra. Melhora muito também o combate ao alzheimer, ao mal de Parkinson. Mas você tem de usar a vida inteira.

CR - Quais são os piores vícios da dieta do brasileiro?
Clara Brandão - O pior é ir ao supermercado, porque tudo que é industrializado tem aditivo químico. São mais de três mil e eles alteram o comportamento, a contaminação com metais pesados etc... e provocam a deficiência de minerais e vitaminas. No Sul, aonde é grande o consumo de leite e derivados, não devia ter osteoporose. Mas é um dos locais de maior prevalência. Outra coisa é bebida alcoólica. Quando você tem vitamina B1 e zinco na dieta, você reduz a necessidade de drogas, em particular do álcool.

CR - E a carne vermelha?
Clara Brandão - Não faz mal se, por exemplo, oferecer junto com a salada uma farofa especial. Se num churrasco uma pessoa consome em média 700 gramas de carne e eu oferecer uma farofa feita com farelo, farinha de mandioca, farinha de milho, folhas de mandioca e gergelim, esta pessoa não comerá a metade da carne que está habituada a consumir. E você tem que oferecer fruta também.

CR - Quais as mais indicadas e em que proporção?
Clara Brandão - Olha, você só não consegue comer e beber o que não tem. O Sul produz frutas maravilhosas, mas você não vai em uma casa que sirvam fruta seca, desidratada. Oferecem o doce.

CR - Isso ocorre também em restaurantes...
Clara Brandão - Você vai tomar café num restaurante e colocam na mesa o presunto, o queijo prato... Por que não põem o queijo da colônia, o salaminho que vocês fazem? Aí oferecem a batata. Por que não a mandioca, o único produto orgânico que dá no país inteiro e segura o pequeno produtor no campo? Você pode ver por sua alimentação: quantas vezes come mandioca e quantas come batata? Se você faz nhoque de batata, por que não fazer de mandioca?

CR - A qualidade da alimentação depende do dinheiro?
Clara Brandão - Já disse: você come e bebe o que tem. Se você vier à minha casa e só tiver pão branco, qual pão vai comer? O Jobs (Steve Jobs, 1955-2011, fundador da Apple) falou: vocês não sabem o que querem, eu é que tenho de mostrar o que gostariam de ter. Essa é a questão.

Serralha

CR - Dá mais trabalho preparar uma alimentação mais saudável?
Clara Brandão - Não. Uma das coisas que eu sigo: a alimentação tem que ter alto valor nutritivo, custo baixo, preparo rápido e sabor regionalizado. Você come qualquer coisa desde que tenha um sabor regionalizado. E você não come a coisa mais cara se o sabor for desconhecido. Você pode até provar, mas não vai me dizer que gostou.
 





segunda-feira, 11 de junho de 2012

Temos que aprender a conviver com o lixo que produzimos

 
Todos nós produzimos lixo. Em média,cada brasileiro gera meio quilo de lixo a cada dia. Quanto mais dinheiro as pessoas têm, maior essa quantidade, principalmente porque existe mais consumo. O que fazer com todo esse lixo?
Inicialmente, precisamos nos convencer que boa parte do lixo pode ter utilidade. Metade do que produzimos é lixo orgânico, composto principalmente por restos de comida. A outra metade é papel, lata, vidro, plástico, alumínio, ferro, entre outros. Como sabemos, muitas pessoas vivem da coleta e reciclagem desses materiais. Mas, infelizmente, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 76% do lixo produzido vai diretamente para os rios, lixões, aterros sanitários ou simplesmente é queimado. Isso é um desperdício que gera poluição, contamina o ar, compromete o meio ambiente e deixa em perigo o futuro do planeta.
A responsabilidade pela limpeza e coleta do lixo nas cidades é da prefeitura. O dever das pessoas é se organizar para colocar o lixo nos horários e lugares corretos para serem recolhidos. Em muitas cidades, além de 100% do lixo ser coletado, a população participa da separação do lixo que não é lixo, ou seja, do material que pode ser reciclado ou reutilizado nas casas e nas empresas. Como é a coleta de lixo no seu município? E na sua casa? E na sua comunidade?

Transformar lixo em adubo

O lixo orgânico que produzimos em casa, como restos de frutas e legumes, cascas de ovos, pó de café, restos de grama cortada, folhas e galhos secos, pode ser transformado em um ótimo adubo para as plantas. Saiba como produzir o chamado composto orgânico: 
 Quem tem espaço com terra em casa pode fazer um buraco de mais ou menos 60 centímetros de altura e 1 metro de largura. Quem não tem, pode usar uma caixa com pequenos furos laterais para a saída de ar.
b. Os restos de material orgânico devem ser colocados em camadas, com um pouco de terra para separar cascas, folhas, palha, pó de café. Depois de intercalar as camadas, regue tudo com um pouco de água. Para acelerar a decomposição e evitar o aparecimento de moscas, é bom cobrir com uma lona.
c. Se o composto estiver em caixas, revire-o a cada dois dias, com uma ferramenta. Se ele estiver em um buraco no chão, isso pode ser feito a cada 15 dias. A ação de bactérias e fungos pode esquentar o monte. Molhar com água diminui a temperatura e mantém a umidade, mas cuidado para não encharcar seu composto.
d. Depois de um a dois meses, o composto começa a ter cheiro de terra, cor escura e não esquentar mais. Esses são os sinais de que está pronto para ser utilizado como adubo e que pode ser misturado à terra do jardim, da horta e dos vasos. Com mudança de hábitos e atitudes individuais e coletivos podemos reduzir, reaproveitar e reciclar muito do que vai parar no lixo e causa estragos ao meio ambiente. Ao evitar o desperdício e reaproveitar os materiais cuidamos melhor da natureza e contribuímos para que todos tenham mais saúde.

"Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo
para as presentes e futuras gerações" (Artigo 225 da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988).
Observação: Não use restos de alimentos, principalmente os de origem animal como leite, carne, ovos, na sua composteira, esses alimentos podem atrair insetos e animais, como baratas, formigas e ratos.

Clóvis Boufleur
Gestor de Relações Institucionais da Pastoral da Criança.